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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Música é mais que diversão. Ela pode melhorar a leitura


Uma dica para você, educador do ensino fundamental: a música ajuda os alunos a desenvolverem suas habilidades de leitura e escrita. Saiba mais.
A informação foi compartilhada pelo site “Todos pela Educação”, de uma matéria publicada no jornal “O Globo”.
Uma pesquisa feita pela Associação Americana de Psicologia concluiu que aulas de música contribuem à performance das crianças que apresentam dificuldades de leitura e escrita.
O que já se sabia é que a aprendizagem da música melhora a concentração e a memória, fortalecendo as funções neurais.
No entanto, seus benefícios não param por aí. A música é reconhecida como uma forma de linguagem, por isso, aulas de canto ou de instrumentos musicais favorecem o rendimento das habilidades de leitura e produção de texto, em qualquer idioma.
Essas conclusões foram tiradas após os pesquisadores acompanharem, por dois anos, grupos formados por mais de uma centena de estudantes de baixa renda, com QIs e capacidade de leitura semelhantes. Um dos grupos tinha aulas de música.
Descobriu-se que aulas regulares, por cinco ou mais horas por semana, evitaram a queda de aproveitamento em leitura, fato esperado em áreas mais pobres.
Para você, educador, a educação musical pode ser uma prática bem interessante na sala de aula, favorecendo o desenvolvimento da criança pequena em vários aspectos, como já vimos.
Por isso, seguem aqui algumas orientações que retiramos de uma matéria da revista “Nova Escola”, para ajudá-lo a planejar suas aulas:
É um erro pensar que trabalhando somente a letra da música você está fazendo educação musical. Nesse caso, você apenas está trabalhando poesia.

É um equívoco trabalhar a música apenas em ocasiões especiais, sem que se faça um planejamento de longo prazo.

Evite usar a música somente para formar hábitos e atitudes – como lavar as mãos, escovar os dentes – ou para ajudar a memorizar números ou letras do alfabeto. Essas canções costumam ser acompanhadas por gestos corporais que são imitados pelas crianças de forma mecânica, sem criatividade.

Focar todas as atividades em bandinhas rítmicas ou na confecção de instrumentos de sucata também não é recomendável. Esse material geralmente fica com uma qualidade sonora deficiente e reforça a imitação, deixando pouco espaço para as atividades de criação e percepção.

Na matéria da “Nova Escola”, Música para aprender e se divertir, tem muito mais. Confira!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Pediatras prescrevem: “leiam em voz alta para os bebês, desde o nascimento”



A orientação foi considerada inédita para as grandes associações médicas. O que a Academia Americana de Pediatria prega é que ler para o bebê assim que ele nasce ajuda no desenvolvimento de habilidades essenciais. Para o seu trabalho na área de Saúde ou Educação, este post é bem especial!
A Academia Americana de Pediatria acrescentou mais uma orientação aos profissionais quando estes tratarem da criança pequena em seus consultórios ou unidades de Saúde: além da amamentação exclusiva até os seis meses, a imunização por meio de vacinas, devem também prescrever aos pais que leiam em voz alta para seus filhos desde o nascimento.
Os 62 mil pediatras dos Estados Unidos, que compõem o grupo, reconhecem e querem disseminar aos demais profissionais, e a toda sociedade, que uma parte importante do desenvolvimento do cérebro se dá nos primeiros três anos de vida e essa leitura amplia o vocabulário, além de fortalecer outras importantes habilidades de comunicação.
Embora muitos pais já tenham esse hábito, inclusive com a criança ainda no útero, pesquisas indicam que uma boa parte não lê para seus filhos com tanta frequência, o que é considerado essencial para a pré-alfabetização.
Um estudo, que já tem duas décadas, apontava que crianças de três anos, de famílias economicamente bem-sucedidas, já tinham ouvido milhões de vezes mais palavras que os filhos de pais de menor escolaridade e baixa renda. Uma pesquisa mais recente mostrou que as diferenças já são perceptíveis aos dezoito meses.
Outra preocupação dos profissionais é com o fácil acesso à tecnologia, em todas as faixas de renda. Os bebês usam smartphones e tablets, movendo as telas com os dedos, o que pode deixar a leitura em voz alta para um segundo ou terceiro plano.
Por meio dessa nova recomendação, o grupo pediátrico pretende ajudar a também reduzir as diferenças acadêmicas entre crianças de alta e de baixa renda.
Uma das iniciativas para dar conta dessa missão e o “Reach Out and Read”, um grupo de alfabetização sem fins lucrativos que emprega cerca de vinte mil pediatras americanos para distribuírem livros às famílias de baixa renda. Ou seja: a área da Saúde integrando-se à área da Educação.
O movimento tem crescido nos EUA e pode servir de inspiração ao seu trabalho com a criança pequena. Afinal, para garantir que ela se desenvolva integralmente, é preciso que as diversas áreas que a atendem se integrem e troquem expertises para garantir uma infância plena.
O assunto foi notícia no portal UOL, cuja matéria “Grupo pediátrico recomenda ler em voz alta para crianças desde o nascimento” inspirou este post.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Os 600 livros que toda criança deve ler antes de entrar para a escola



O Guia IAB de Leitura possui 600 livros que toda criança deve ler até os 6 anos de idade, antes de ingressar no Ensino Fundamental. São 100 para cada ano, dois por semana. As leituras são organizadas por idades e tópicos, facilitando o uso por pais, cuidadores e educadores. As 600 obras selecionadas não são as únicas que existem, mas são todas obras de qualidade e que ilustram diferentes conteúdos, tipos e formas de introdução da criança ao mundo dos livros e das letras.

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Fonte: Instituto Alfa e Beto

sábado, 28 de junho de 2014

Estudo mostra que a leitura é capaz de modificar o cérebro


Para leitores, o fato de que histórias podem mudar uma pessoa não é nenhuma novidade. Porém, um novo estudo indica que a leitura de um romance pode provocar mudanças reais no cérebro, que persistem por alguns dias mesmo depois que o livro acaba. Os resultados foram publicados na edição de dezembro do periódico Brain Connectivity.
Enquanto outras pesquisas nessa área começaram a utilizar a ressonância magnética para identificar as redes cerebrais associadas à leitura, principalmente enquanto as pessoas leem, o estudo de Berns e sua equipe teve como foco os efeitos naturais que permanecem no cérebro após essa atividade.
“Histórias ajudam a dar forma às nossas vidas, e às vezes ajudam a definir uma pessoa. Nós queremos entender como elas entram no nosso cérebro, e o que são capazes de fazer com ele”, conta Gregory Berns, neurocientista da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, e principal autor do artigo.
Acompanhamento – Participaram do estudo 21 estudantes de graduação da Universidade de Emory, que se submeteram à ressonância magnética por 19 manhãs consecutivas. Os primeiros cinco dias serviram apenas para registrar a atividade normal dessas pessoas durante o repouso. Depois, durante nove dias, eles leram o romance Pompéia, escrito por Robert Harris. A história se baseia em um evento real, a erupção do Monte Vesúvio na Itália, e acompanha um protagonista que, de fora da cidade de Pompéia, percebe a fumaça ao redor do vulcão e tenta voltar para salvar sua amada.
Os participantes deveriam ler uma parte do livro à noite, e passar pela ressonância magnética na manhã seguinte. Terminado o período de leitura, os eles foram ao laboratório por mais cinco dias, para que os pesquisadores avaliassem se os efeitos da história permaneceriam.
Nas manhãs seguintes à leitura, os resultados mostraram um aumento na conectividade de uma região do cérebro associada à recepção da linguagem. “Apesar de os participantes não estarem lendo enquanto eram avaliados, eles retiveram esse aumento de conectividade”, explica Berns. Um aumento de conexões também foi identificado no sulco central do cérebro, região ligada à função motora. Os neurônios dessa região estão relacionados à criação de representações de uma sensação do corpo – o simples pensar em correr, por exemplo, pode ativar os neurônios associados ao ato físico de correr.

Sentir na pele – Para os pesquisadores, essas mudanças cerebrais provocadas pela leitura, que têm a ver com a movimentação e sensações físicas, sugerem que um romance pode, de certa forma, transportar o leitor para o corpo do protagonista. “Nós já sabíamos que boas histórias podem te colocar no lugar de outra pessoa, em um sentido figurado. Agora estamos percebendo que algo assim também ocorre biologicamente”, explica Berns.
Os pesquisadores ainda não sabem dizer até onde essas mudanças podem ir, mas elas persistiram pelo menos durante os primeiros cinco dias após a leitura, analisados neste estudo. “O fato de que detectamos esses efeitos alguns dias depois da leitura de um romance escolhido aleatoriamente por nós sugere que os romances favoritos de uma pessoa podem desencadear efeitos mais intensos e duradouros”, afirma o pesquisador.
Fonte: Veja