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domingo, 28 de setembro de 2014

LISTA DE LIVROS SOBRE AUTISMO PARA BAIXAR





Marina da Silveira Rodrigues Almeida
Sócia-Proprietária do Instituto Inclusão Brasil. Consultora em Educação
Psicóloga Clínica e Educacional , Pedagoga Especialista e Psicopedagoga
Instituto Inclusão Brasil 

LIVROS SOBRE AUTISMO PARA BAIXAR

portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task…
Formato do arquivo: PDF/Adobe Acrobat - Visualização rápida
16 nov. 2010 – Transtorno Global do Desenvolvimento sem Outra Especificação. 2.6. … Aspectos importantes dos transtornos globais do desenvolvimento. 17 …

http://pt.scribd.com/doc/33332487/Orientacoes-Sobre-a-Incluaao-do-Aluno-com-Transtornos-Globais-do-Desenvolvimento-14-de-Junho-de-2010

Autismo – Guia Prático – Ana Maria S. Ros de Mello
Baixe aqui zip/pdf – 747kb

Capa
Kit Para os Primeiros 100 Dias – Autism Speaks
Baixe aqui zip/pdf – 998kb
Capa
Mais do que palavras – Fern Sussman
Capa
Autismo – Um mundo estranho – Cleusa Barbosa Szabo
Baixe aqui zip/pdf – 14,7mb
Capa
Transtornos Invasivos do Desenvolvimento – 3º Milênio – Walter Camargos Junior
Baixe aqui zip/pdf – 6,61mb
Capa
Guia de Sobrevivência para portadores da Síndrome de Asperger – Marc Segar
Baixe aqui zip/pdf – 626kb
Capa
Autismo e Família – Uma pequena grande história de amor – Maria Stela de F. Avelar
Baixe aqui zip/doc – 246kb
Capa
O homem que confundiu sua mulher com um chapéu – Oliver Sacks
Baixe aqui zip/doc – 575kb
Capa
Um Antropologo em Marte – Oliver Sacks
Baixe aqui zip/pdf – 1,36mb
Capa
Anjos de Barro – José Maria Mayrink
Baixe aqui zip/pdf – 463kb
Capa
Saberes e Práticas da Inclusão – Autismo – Ministério da Educação
Baixe aqui zip/pdf – 727kb
Ajude-nos a Aprender – manual de treinamento em ABA – Kathy Lear
Baixe aqui zip/pdf – 2,65mb
Autismo um Silêncio Ruidoso (Tese) – Maria de Fatima Pereira Borges
Baixe aqui zip/doc – 297kb
Capa
Direitos das Pessoas com Autismo – Defensoria Pública do Estado de SP
Baixe aqui pdf – 1,20mb
Capa
Autismo Orientaçao para Pais – Ministério da Saúde
Baixe aqui zip/pdf – 1,21mb
Capa
A Turma da Mônica – um amiguinho diferente (HQ) – Mauricio de Sousa
Baixe aqui zip/pdf – 1,42mb
Capa
O Capitão Avape Contra o Fantasma Autismo 1 – a descoberta
Baixe aqui pdf – 1,30mb
Capa
O Capitão Avape Contra o Fantasma Autismo 2 – o combate
Baixe aqui pdf – 8,92mb
Capa
Ele é Autista… O que faço? – MOAB
Baixe aqui zip/pdf – 930kb
Capa
O que é a Síndrome de Asperger – APSA
Baixe aqui zip/pdf – 1,55mb
Convivendo com Autismo – crescendo juntos – amigos – ASA
Baixe aqui zip/pdf – 1,13mb
Convivendo com Autismo – perspectivas dos irmãos – ASA
Baixe aqui zip/pdf – 1,16mb
Convivendo com Autismo – puberdade – ASA
Baixe aqui zip/pdf – 1,53mb
Autismo – Uma Visão Interior do Autismo – Temple Grandin
Baixe aqui zip/pdf – 147kb

LIVROS

1. Convivendo com Autismo e Síndrome de Asperger. Estratégias praticas para Pais e Profissionais.
Editora: M. Books
Autor: CHRIS WILLIAMS & BARRY WRIGHT
Origem: Nacional
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 326
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Versao em inglês: How to Live With Autism and Asperger Syndrome: Practical Strategies for Parents and Professionals.
Editora:  Jessica Kingsley Pub
Site : Amazon
2. Autismo Infantil: Fatos e Modelos
Editora: Papirus
Autor: MARION LEBOYER
ISBN: 8530803507
Origem: Nacional
Ano: 2002
Edição: 3
Número de páginas: 192
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Complemento: Nenhuma
3. O Mundo da Criança Com Autismo
Idioma: Português Europeu
Editora: Porto
Autor: BRYNA SIEGEL
ISBN: 9789720352019
Origem: Nacional
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 432
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Versao em inglês: The World of the Autistic Child
Editora: Oxford Univ Press Usa 
Site: Amazon
4. Autismo e Outros Atrasos do Desenvolvimento
Editora: Revinter
Autor: ERNEST CHRISTIAN GAUDERER
ISBN: 8573091274
Origem: Nacional
Ano: 1997
Edição: 2
Número de páginas: 358
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
5. Autismo e Inclusão: Psicopedagogia e Práticas Educativas na Escola
Editora: Wak
Autor: EUGÊNIO CUNHA
ISBN: 9788578540425
Origem: Nacional
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 140
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
6. Dificuldades de Relacionamento Pessoal, Social e Emocional
Editora: Artmed
Autor: MICHAEL FARRELL
ISBN: 9788536314464
Origem: Nacional
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 104
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
7. Autismo e Educação: Reflexões e Propostas de Intervenção
Editora: Artmed
Autor: CARLOS ROBERTO BAPTISTA
ISBN: 8536300140
Origem: Nacional
Ano: 2002
Edição: 1
Número de páginas: 180
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
8. Autismo Infantil: Novas Tendências e Perspectivas
Editora: Atheneu
Autor: FRANCISCO BAPTISTA ASSUMPÇÃO JÚNIOR & EVELYN KUCZYNSKI
ISBN: 9788573799408
Origem: Nacional
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 306
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
9. Vivências Inclusivas de Alunos com Autismo
Autor: Suplino, Maryse
Editora: Inovacao Distribuidora de Livros Ltda
I.S.B.N.: 9788589704229
Cód. Barras: 9788589704229
Reduzido: 2850334
Edição : 1 / 2009
Idioma : Português
10.  150 Jogos para a Estimulação Infantil
Editora: Ciranda Cultural
Autor: JORGE BATLLORI
ISBN: 9788538000471
Origem: Nacional
Ano: 2003
Edição: 1
Número de páginas: 192
Acabamento: Capa Dura
Formato: Médio
11. Autismo Esperança pela Nutrição
Editora: M. Books
Autor: CLAUDIA MARCELINO
ISBN: 9788576800880
Origem: Nacional
Ano: 2010
Edição: 1
Número de páginas: 296
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
12. Autismo Infantil
Editora: Memnon
Autor: JOSE SALOMAO SCHWARTZMAN
ISBN: 8585462582
Origem: Nacional
Ano: 2003
Edição: 1
Número de páginas: 157
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Volume: 2
Complemento: Nenhuma
13. Comunicação Alternativa
Editora: Memnon Edições Científicas
Autor: Débora Deliberato; Maria de Jesus Gonçalves; Eliseu Coutinho de Macedo.
ISBN: 978-85-7954-025-7
Origem: Nacional
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 354 p.
DELIBERATO, Débora; GONÇALVES, Maria de Jesus; MACEDO, Eliseu Coutinho de. Comunicação Alternativa: teoria, prática, tecnologia e pesquisa. São Paulo: Memnon Edições Científicas, 2009. 353p.
14. Eu Falo sim
Livro: Eu falo sim
Autor: Silmara Rascalha Casadei e Vera Lucia Mendes Bailão
ISBN 10: 8575313749
ISBN 13: 9788575313749
Gênero: Literatura infantil
Edição: 1ª edição
Páginas: 48
Formato: 20,5 X 20,5 cm
Peso: 175 g
Preço: R$ 19,00
15.Não Fala Comigo – A História de um Autista
CAPA em PDF (arquivo no GoogleDocs)
Autor: Rômulo Nétto
Editora: Carlini & Caniato Editorial
ISBN 10: 8580090239
ISBN 13: 9788580090239
Gênero: Ficção
Edição: 1ª edição
Ano: 2011 (lançamento)

Marina S. R. Almeida
Consultora Ed. Inclusiva, Psicóloga, Pedagoga e Psicopedagoga
INSTITUTO INCLUSÃO BRASIL
(13) 34663504 (13) 30191443 (13) 91773793
R. Jacob Emmerich, 365 sala 13 – Centro-São Vicente-SP
CEP 11310-071
contato@institutoinclusaobrasil.com.br
marinaalmeida@institutoinclusaobrasil.com.br
www.institutoinclusaobrasil.com.br
http://inclusaobrasil.blogspot.com.br
http://psicoterapiamarinaalmeida.blogspot.com.br

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Autismo surge no útero da mãe, diz pesquisa




Apesar de não ser conhecido com certeza causa do autismo, estudos têm mostrado que há uma interrupção no desenvolvimento do córtex cerebral dessas crianças; que ocorre quando ainda no útero da mãe. 
Autismo, entre outros distúrbios do desenvolvimento, é uma condição que é gerado no útero, portanto, durante o período inicial da gravidez. É uma doença neurológica que leva à dificuldade para se relacionar com outras pessoas, as dificuldades de comunicação, em reação a certos estímulos sensoriais, entre outros.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Escola de Medicina de San Diego e do Instituto Allen para a Ciência Cerebral, analisou 25 genes no tecido cerebral de crianças (falecidos) que tinham autismo. Isto ajudou a descobrir que os genes foram biomarcadores em células cerebrais das seis camadas da casca, que são formados durante a gravidez; No entanto, em crianças com autismo, o desenvolvimento destas camadas não é completa devido à ausência destes biomarcadores. 
Isso significa que, durante o desenvolvimento precoce do cérebro, cada camada do córtex gera as suas próprias células com os seus respectivos padrões de ligações, que adquirem funções específicas para processar todos os tipos de informações; consequentemente, também lidar com diferentes "marcadores genéticos". No entanto, em crianças com autismo, estes "marcadores genéticos" estão ausentes em células cerebrais de diferentes camadas do córtice. 
Dr. Ed Lein, o Instituto Allen em Seattle, explica: "A coisa surpreendente sobre a pesquisa é a similaridade do processo de desenvolvimento do cérebro em quase todas as crianças autistas, especialmente quando os sintomas em pacientes autistas são diversas, e porque a complexidade genética do distúrbio. "
Isto pode ocorrer devido à falta de estas células não é uniforme ao longo dos córtices cerebrais. Portanto, dependendo de onde o fenômeno acontecer, sintomas diferentes podem surgir. Por exemplo, no córtex frontal, está associada com as funções de comunicação e relações interpessoais; enquanto o córtex temporal, com a linguagem. As áreas que são afetadas pelos sintomas do autismo. Isto é de modo a que estas anomalias acontecer por toda a superfície do cérebro. 
Quais são os sintomas do autismo? 
Como mencionado acima, o autismo caracterizada por vários sintomas, o que nem sempre estão presentes. Mas, em geral, as crianças com esta condição tendem a ter dificuldade em interagir socialmente, sendo extremamente sensível a alguns estímulos sensoriais, forte angústia quando eles mudam a rotina, sofrendo de ecolalia (repetição de uma palavra ou frase não) fez movimentos corpo repetitivos, eles podem se comunicar com gestos em vez de palavras, ter um lento (ou não) o desenvolvimento da linguagem, não se concentra olhar para olhar para objetos na frente dele ou dela, não se refere a si mesmo como um "eu" (por exemplo, em vez de dizer "eu quero comer", diz: "Sara quer comer"), mostra uma falta de empatia (não porque querem, mas porque não pode), não responde ao contato com os olhos dos outros, é a ansiedade sobre ruídos altos, escolhe jogos solitários ou ritualísticas, etc .. 
Segundo os cientistas, o autismo não é uma doença; portanto, as crianças autistas têm melhorado quando recebem precoce e tratamento adequado. Até mesmo os estudos indicam que a intervenção médica provavelmente pode ajudar as crianças autistas podem gerar biomarcadores desaparecidos, e impedir a desordem. 

Tradução: Victor Lima

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Estímulo da fala não é agradável para crianças autistas, diz estudo


Um estudo publicado nesta segunda-feira noPNAS, periódico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, pode ajudar a esclarecer os motivos que levam as crianças autistas a desenvolverem problemas relacionados à linguagem. Segundo o trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, a fraca conexão entre o córtex auditivo – parte responsável por processar sons – e os centros de recompensa no cérebro das crianças com autismo faz com que elas não reconheçam o estímulo da fala como agradável, dificultando o aprendizado.
Para chegar à conclusão, os cientistas compararam resultados de ressonâncias magnéticas feitas em dois grupos de crianças: um formado por meninos e meninas autistas e outro composto por jovens sem o distúrbio. Analisando uma região cerebral específica, o sulco temporal posterior superior, que é ativado ao ouvir a voz, os pesquisadores descobriram que, nos autistas, a conexão entre essa área e algumas estruturas ligadas ao sistema dopaminérgico (o sistema de recompensa do cérebro) é extremamente frágil. 
Assim, diferentemente do que acontece no cérebro das crianças com desenvolvimento normal, ao reconhecer o estímulo da fala, as crianças com autismo não têm seus sistemas de recompensa ativados. Isso faz com que elas não sintam motivação e prazer na troca de informações, nos relacionamentos e na linguagem.
De acordo com o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do PROTEA (Programa de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo), para os autistas "todo processamento de informações gera um desprazer, pois o recebimento de estímulos por qualquer um dos sentidos é uma espécie de tsunami, extremamente caótico", afirma.
Fonte: VEJA

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Autismo: novas pesquisas ajudam profissionais a detectar o problema



Um estudo do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) poderá ajudar você, no seu trabalho pela Primeira Infância, a identificar suspeitas de que a criança sob seus cuidados sofra transtornos do espectro do autismo (TEA).
O estudo em questão está avaliando um instrumento, conhecido como Indicadores Clínicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil (IRDI), a fim de ajudar os profissionais de Saúde da atenção básica a identificar sinais associados ao TEA.
“Os resultados são bastante promissores no sentido de indicar a sensibilidade do IRDI a quadros de autismo. Nossa amostra ainda é pequena, mas estamos trabalhando para aumentá-la”, afirmou Rogério Lerner, professor do IP-USP e coordenador da pesquisa, apresentada durante o I Seminário de Pesquisas sobre Desenvolvimento Infantil, realizado pela FAPESP, por meio de um acordo de cooperação entre a instituição e a FMCSV.
Talvez você já saiba, mas o protocolo IRDI foi desenvolvido entre os anos de 2000 e 2008 pela equipe de especialistas que integraram o Grupo Nacional de Pesquisa (GNP) e requerido pelo Ministério da Saúde para fazer parte da caderneta da criança, servindo de apoio a pediatras e demais profissionais da atenção básica nas consultas de puericultura.
O IRDI lista 31 indicadores de saúde, que representam situações favoráveis ao desenvolvimento do bebê, observados nos primeiros dezoito meses de vida. A ausência de um ou mais indicadores pode sinalizar algum problema, não só relacionado ao autismo.
Para avaliar a situação da criança, o instrumento traz itens que são observados e também obtidos por meio de perguntas simples, feitas aos pais ou responsáveis pelo bebê, como: “A criança procura ativamente o olhar da mãe?”, “A criança reage (sorri, vocaliza) quando a mãe ou outra pessoa se dirige a ela?”, “Durante os cuidados corporais, a criança busca ativamente jogos e brincadeiras amorosas com a mãe?”.
Mesmo não tendo sido criado com a finalidade de diagnosticar uma patologia específica, mas, sim, de trabalhar a prevenção e promoção da saúde como um todo, o estudo do doutor Lerner e sua equipe quer definir se o IRDI consegue, por meio de seus mecanismos, ser suficientemente sensível para discriminar quadros de autismo, fato que traria muitos avanços à saúde pública e ao bem-estar da criança pequena, com a detecção precoce do problema.
Outra pesquisa, desta vez realizada por cientistas americanos, indica que o autismo pode ser desenvolvido ainda no útero e até mesmo durante o início da gravidez.
A base para essa afirmação foi a constatação de que o desenvolvimento do córtex é interrompido em crianças com essa condição.
Os pesquisadores da University of California analisaram 25 genes no tecido cerebral de crianças mortas, algumas com autismo e outras não, que servem como biomarcadores para os tipos de células do cérebro em diferentes camadas do córtex.
Segundo Eric Courchesne, professor de neurociência e diretor do Autism Center of Excellence, um dos responsáveis pela pesquisa, foram descobertos manchas focais de desenvolvimento interrompido dessas camadas na maioria das crianças com autismo.
As regiões mais afetadas pelas manchas foram o córtex frontal e temporal. O frontal é associado a funções de ordem superior no cérebro, como a comunicação e a compreensão de sinais sociais. Já o temporal é associado à linguagem.
As interrupções no desenvolvimento dessas camadas podem ser a base para alguns dos sintomas do autismo.
Saiba mais sobre o estudo brasileiro, divulgado pela Agência Fapesp, e confira outras informações, publicadas pelo portal Terra, da pesquisa americana.
Fonte: MCSV

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O que é autismo?




Cada criança é uma criança. A frase pode parecer simples, mas é vital para entender o autismo. Se o seu filho receber o diagnóstico, não necessariamente vai apresentar todos os sintomas já descritos por outros pacientes. Por ser um distúrbio com diferentes níveis de comprometimento, recebe o nome de “espectro autista” – para entender melhor, imagine um dégradé, que vai de cores muito escuras, em que se encontram os casos mais graves, até os tons mais claros.

Apesar de os sinais do transtorno variarem, há três comprometimentos que são considerados mais comuns. O primeiro é na interação social, ou seja, no modo de se relacionar com outras crianças, adultos ou com o meio ambiente. “Uma das teorias que explica esse comportamento afirma que o autista tem dificuldade de entender o outro e de se colocar no lugar de alguém. Não compreende sentimentos e vontades, por isso se isola”, afirma Daniel Sousa Filho, psiquiatra da infância e da adolescência (SP).

O segundo sintoma recorrente é a dificuldade na comunicação: há crianças que não desenvolvem a fala e outras que têm ecolalia (fala repetitiva). Como terceiro sinal, há a questão comportamental: as ações podem ser estereotipadas, repetitivas. Qualquer mudança na rotina passa a ser incômoda para a criança. Imagine que a mãe sempre vá buscar o filho na escola. Certo dia, é o avô quem vai pegá-la no colégio – e altera a rota de sempre. Pode ser que ela, diante dessa mudança, fique agitada e grite, por exemplo. Isso acontece porque a rotina é um “mapa” usado pelo autista para reconhecer o mundo. Se algum traço desse caminho for alterado, a criança vai reagir.
Sinais do transtorno variam
Vale lembrar que, além desses sinais, há outros que podem se manifestar em algumas pessoas com o espectro autista, não em todas, claro. Os surtos nervosos, por exemplo, podem vir acompanhados de automutilação e agressão. Para entender melhor, imagine que você esteja com a blusa apertada ou com muita fome, mas não consiga falar o que sente. Se a criança tiver dificuldade na expressão verbal, pode tentar se comunicar corporalmente e ter seu pedido atendido.

Diagnóstico
Hiper ou hiposensibilidade também podem se manifestar de forma diferente nos cinco sentidos da criança que se enquadra no espectro autista. Por exemplo: na audição, ela pode se sentir incomodada em locais barulhentos ou ter afinidade com alguns sons. No paladar, ela não tolera determinados sabores – por isso, insiste em comer sempre os mesmos alimentos. E nos dias frios, enquanto você usa um casaco pesado, a criança pode dispensá-lo – a hiposensibilidade tátil faz com que ela não tenha a mesma sensação de temperatura que as demais. Quando se machuca, talvez não sinta dor, por exemplo.

O espectro autista pode vir acompanhado de deficiência intelectual. Há casos, no entanto, em que a criança apresenta alto funcionamento – ou seja, é capaz de memorizar a lista telefônica inteira, mas não entende qual a utilidade dos números, por exemplo. Na síndrome de Asperger, outro quadro do espectro, a pessoa pode não ter problemas no desenvolvimento da linguagem. Ela se interessa por assuntos específicos: sabe tudo sobre dinossauros ou avião e se restringe a só a um tema.


Uma estimativa feita em 2010, cujos resultados acabaram de ser divulgados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, nos Estados Unidos, mostrou que 1 em cada 68 crianças são diagnosticadas com autismo no país - 30% a mais do que em 2008. No entanto, o diagnóstico não é tão simples assim. Isso porque não há um exame específico que indique o transtorno – a avaliação deve ser clínica e feita por uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogo, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo. É comum, ainda, que os sintomas sejam confundidos com  surdez (já que a criança não responde aos estímulos), deficiência intelectual e problemas de linguagem.

Por isso, mediante qualquer desconfiança sobre desenvolvimento do seu filho, procure um especialista. “Quanto mais precoce começar as intervenções, melhor o prognóstico. É importante procurar as terapias adequadas o quanto antes, porque o sistema nervoso poderá responder aos estímulos rapidamente”, explica o neurologista infantil Antônio Carlos de Faria, do Hospital Pequeno Príncipe (PR). 
É claro que os sinais ficarão mais nítidos após os 3 anos, mas alguns indicativos desde bebê podem servir como alerta, como a criança ficar parada no berço, sem reagir aos estímulos, e evitar o contato visual. Antes do primeiro ano de vida, está sempre irritada – você o amamenta ou conversa com ela, mas continua agitada. Por volta dos 8 meses, o bebê não interage com o meio ambiente: vê um cachorro ou gato na rua e fica indiferente. Sabe aquela brincadeira em que a mãe se esconde e diz “achou!”? O bebê não esboça nenhuma reação. Na hora de brincar é comum que crianças autistas se interessem apenas por uma parte do brinquedo - elas podem ficar girando a roda de um carrinho por um tempo prolongado, em vez de arrastá-lo.

Há casos, ainda, em que há regressão: a criança se desenvolve bem até 1 ano e meio. Depois dessa idade, para de sorrir ou de se comunicar, por exemplo.
Tratamento


Ainda não há um medicamento específico para o autismo. De 0 a 2 anos, a criança deve ser acompanhada por um fonoaudiólogo para que ele ajude-a a desenvolver a linguagem não-verbal. A estimulação pode ser feita com brincadeiras e jogos, contação de histórias e conversa. Conhecer o novo também é importante: o especialista apresenta uma maçã para que ela toque na fruta, conheça sua textura e seu cheiro. Aos poucos, ela pode aprender a entender a expressão facial dos outros. A linguagem verbal (como a fala) virá depois. As terapias ocupacional e comportamental também são relevantes no tratamento, para que o cérebro passe a perceber os estímulos sensoriais. “Esse tipo de intervenção precoce pode evitar o comportamento repetitivo, por exemplo”, afirma o neurologista.

Não há uma regra para todas as crianças. A equipe multidisciplinar decidirá qual o acompanhamento pedagógico e terapêutico mais indicado e vai discutir sobre a educação delas, junto com os pais. “Cada caso é um caso. Em geral, quando se tem a comunicação verbal desenvolvida, ir para a escola regular é uma ótima opção. Mas, se a pessoa for agressiva e tiver deficiência intelectual grave, a escola especial pode ser mais indicada”, afirma o psiquiatra Daniel. Portanto, é essencial respeitar a individualidade delas. Mas é importante saber: nenhuma instituição de ensino, pública ou privada, pode recusar a matrícula.

E não são só os meninos e meninas que devem ser acompanhados por especialistas. Receber o diagnóstico e acompanhar o ritmo do tratamento pode ser desgastante para a família. Por isso, os pais podem ser tratados e orientados por um psicólogo, que tentará diminuir a ansiedade e o estresse. Como costumam se dedicar ao extremo ao filho com autismo, o irmão pode se sentir preterido. Não se culpe, caso isso ocorra. O terapeuta conseguirá sugerir uma solução para que todos se sintam amados – como realmente são!
Diante do diagnóstico, é comum que alguns pais da criança procurem tratamentos alternativos, que não têm comprovação científica, para amenizar os sintomas. Um estudo publicado no Journal of Developmental & Behaviour Pediatrics analisou 600 crianças, de 2 a 5 anos – sendo 453 com autismo e 125 com problemas de desenvolvimento. Os cientistas descobriram que 40% delas usavam remédios homeopáticos, melatonina ou terapias complementares, como meditação ou ioga - 10% a mais do que as crianças sem o transtorno ou outra dificuldade no desenvolvimento.
Isso é prejudicial? “Não há problema em tentar, apesar de não haver a certeza na melhora do quadro. Depende da reação de cada criança: para algumas, certas terapias funcionam”, explica Alysson Muotri, biólogo brasileiro que pesquisa a cura do autismo na Universidade da Califórnia (EUA).

Causa e cura


A causa do autismo ainda é estudada pelos cientistas. Muitos genes que indicam o transtorno já foram identificados – mas ainda não podem ser detectados por exames que façam o diagnóstico. “O que sabemos, atualmente, é que há uma mistura entre influências genéticas e ambientais”, diz o psiquiatra. Infecções pós-parto, tumores, causas endocrinológicas e metabólicas já foram associadas à causa do autismo – mas ainda são especulações.

Recentemente, mais uma hipótese foi levantada pelos cientistas da Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA), em estudo publicado no periódico New England Journal of Medicine. Eles exploraram a arquitetura física do córtex humano (camada superficial do cérebro) de 11 crianças com autismo e 11 sem o transtorno, na faixa etária de 2 a 15 anos. Ao examinar essa parte do cérebro, perceberam que as crianças autistas tinham falhas  justamente em áreas que são responsáveis por funções comprometidas pelo transtorno – como comunicação e interpretação social.

A desorganização foi notada em 10 dos 11 pacientes com autismo e apenas em 1 dos 11 sem o transtorno. “Pelo número pequeno de cérebros analisados, o estudo é considerado exploratório. Mas, aparentemente, a maioria das falhas foi originada durante a gestação, durante a migração das células que formariam as camadas do córtex”, explica Muotri. Ainda não se sabe qual é a causa dessa falha que acontece no segundo trimestre de gestação, quando a estrutura é formada. Especialistas acreditam que possa ser decorrência do ambiente uterino, do código genético ou uma mistura de ambos os fatores.

Os estudos que tentam descobrir a cura do autismo, dirigidos por Muotri, representam a esperança para as famílias. O biólogo usa uma técnica que transforma células de pessoas adultas em células-tronco embrionárias, ou seja, que ainda não são especializadas. Depois disso, é possível fazê-las se desenvolverem novamente e diferenciá-las em células cerebrais. Como elas tiveram origem em um indivíduo que já estava diagnosticado com um problema, é possível simular no laboratório o funcionamento dos neurônios daquele paciente em comparação com uma pessoa sem o transtorno.

A partir dessas comparações, já se conseguiu identificar uma série de diferenças na estrutura dos neurônios e como essas células respondem em conjunto (o que ajuda a entender como funciona o cérebro desses pacientes). A maior parte das pesquisas está sendo feita com portadores da síndrome de Rett, que também faz parte do espectro autista.

Muotri reforça que o estudo exige cuidado. “Nos próximos dois anos, iniciaremos a fase prática da pesquisa. Começaremos testando o tratamento em adultos que não sejam autistas, para analisar os possíveis efeitos dele”, conta.