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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Autismo surge no útero da mãe, diz pesquisa




Apesar de não ser conhecido com certeza causa do autismo, estudos têm mostrado que há uma interrupção no desenvolvimento do córtex cerebral dessas crianças; que ocorre quando ainda no útero da mãe. 
Autismo, entre outros distúrbios do desenvolvimento, é uma condição que é gerado no útero, portanto, durante o período inicial da gravidez. É uma doença neurológica que leva à dificuldade para se relacionar com outras pessoas, as dificuldades de comunicação, em reação a certos estímulos sensoriais, entre outros.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Escola de Medicina de San Diego e do Instituto Allen para a Ciência Cerebral, analisou 25 genes no tecido cerebral de crianças (falecidos) que tinham autismo. Isto ajudou a descobrir que os genes foram biomarcadores em células cerebrais das seis camadas da casca, que são formados durante a gravidez; No entanto, em crianças com autismo, o desenvolvimento destas camadas não é completa devido à ausência destes biomarcadores. 
Isso significa que, durante o desenvolvimento precoce do cérebro, cada camada do córtex gera as suas próprias células com os seus respectivos padrões de ligações, que adquirem funções específicas para processar todos os tipos de informações; consequentemente, também lidar com diferentes "marcadores genéticos". No entanto, em crianças com autismo, estes "marcadores genéticos" estão ausentes em células cerebrais de diferentes camadas do córtice. 
Dr. Ed Lein, o Instituto Allen em Seattle, explica: "A coisa surpreendente sobre a pesquisa é a similaridade do processo de desenvolvimento do cérebro em quase todas as crianças autistas, especialmente quando os sintomas em pacientes autistas são diversas, e porque a complexidade genética do distúrbio. "
Isto pode ocorrer devido à falta de estas células não é uniforme ao longo dos córtices cerebrais. Portanto, dependendo de onde o fenômeno acontecer, sintomas diferentes podem surgir. Por exemplo, no córtex frontal, está associada com as funções de comunicação e relações interpessoais; enquanto o córtex temporal, com a linguagem. As áreas que são afetadas pelos sintomas do autismo. Isto é de modo a que estas anomalias acontecer por toda a superfície do cérebro. 
Quais são os sintomas do autismo? 
Como mencionado acima, o autismo caracterizada por vários sintomas, o que nem sempre estão presentes. Mas, em geral, as crianças com esta condição tendem a ter dificuldade em interagir socialmente, sendo extremamente sensível a alguns estímulos sensoriais, forte angústia quando eles mudam a rotina, sofrendo de ecolalia (repetição de uma palavra ou frase não) fez movimentos corpo repetitivos, eles podem se comunicar com gestos em vez de palavras, ter um lento (ou não) o desenvolvimento da linguagem, não se concentra olhar para olhar para objetos na frente dele ou dela, não se refere a si mesmo como um "eu" (por exemplo, em vez de dizer "eu quero comer", diz: "Sara quer comer"), mostra uma falta de empatia (não porque querem, mas porque não pode), não responde ao contato com os olhos dos outros, é a ansiedade sobre ruídos altos, escolhe jogos solitários ou ritualísticas, etc .. 
Segundo os cientistas, o autismo não é uma doença; portanto, as crianças autistas têm melhorado quando recebem precoce e tratamento adequado. Até mesmo os estudos indicam que a intervenção médica provavelmente pode ajudar as crianças autistas podem gerar biomarcadores desaparecidos, e impedir a desordem. 

Tradução: Victor Lima

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Estímulo da fala não é agradável para crianças autistas, diz estudo


Um estudo publicado nesta segunda-feira noPNAS, periódico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, pode ajudar a esclarecer os motivos que levam as crianças autistas a desenvolverem problemas relacionados à linguagem. Segundo o trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, a fraca conexão entre o córtex auditivo – parte responsável por processar sons – e os centros de recompensa no cérebro das crianças com autismo faz com que elas não reconheçam o estímulo da fala como agradável, dificultando o aprendizado.
Para chegar à conclusão, os cientistas compararam resultados de ressonâncias magnéticas feitas em dois grupos de crianças: um formado por meninos e meninas autistas e outro composto por jovens sem o distúrbio. Analisando uma região cerebral específica, o sulco temporal posterior superior, que é ativado ao ouvir a voz, os pesquisadores descobriram que, nos autistas, a conexão entre essa área e algumas estruturas ligadas ao sistema dopaminérgico (o sistema de recompensa do cérebro) é extremamente frágil. 
Assim, diferentemente do que acontece no cérebro das crianças com desenvolvimento normal, ao reconhecer o estímulo da fala, as crianças com autismo não têm seus sistemas de recompensa ativados. Isso faz com que elas não sintam motivação e prazer na troca de informações, nos relacionamentos e na linguagem.
De acordo com o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do PROTEA (Programa de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo), para os autistas "todo processamento de informações gera um desprazer, pois o recebimento de estímulos por qualquer um dos sentidos é uma espécie de tsunami, extremamente caótico", afirma.
Fonte: VEJA

sábado, 7 de junho de 2014

Os 7 piores hábitos de estudo


Às vezes a gente estuda muito para uma determinada matéria, e mesmo assim não conseguimos ir bem. São madrugadas afora se esforçando ao máximo e o resultado ainda assim é decepcionante na hora das provas. Mas, será que estudar a qualquer custo funciona? Existem alguns hábitos de estudo que mais atrapalham que ajudam, confira:



1. Sublinhar/destacar tudo

Este hábito não ajuda em nada, já que não cumpre o papel básico do ato de “destacar”, que é lembrar apenas detalhes importantes. Quando o estudante sublinha tudo, ele não consegue focar em nada, e acaba se desesperando ao ver a quantidade de coisas que (teoricamente) tem que aprender.
A solução para isso é usar o marca-texto ou sublinhar apenas aquilo de mais importante que há no texto. Sublinhe expressões importantes, frases que resumem o assunto e dados indispensáveis. A explicação completa do assunto não precisa de destaque, precisa de leitura e compreensão.

2. Copiar do quadro

O problema não é exatamente copiar o que o professor escreve, e sim copiar sem um objetivo final. Se você reescreve toda a matéria em seu caderno e nunca mais a lê, você só está desperdiçando papel e tinta de caneta. Ao invés disso, procure prestar atenção à explicação do professor e estudar através de livros e apostilas mais tarde. Copiar somente funciona para aqueles alunos que de fato estudam a matéria dada em sala de aula. De qualquer forma, vale mais a pena filtrar o que o professor escreve, e anotar apenas partes importantes, em tópicos, pois isso também abre a possibilidade de prestar atenção, em vez de apenas copiar a aula inteira.

3. Copiar do livro, reescrever anotações

O problema de escrever tanto é que uma hora o foco é perdido. Escrever repedidas vezes o mesmo assunto faz com que o cérebro desligue a memória recente e, desta forma, as informações não são absorvidas. Em vez de copiar tudo na íntegra, o melhor é ler o assunto e escrever um resumo, sem consultar as fontes. Vale resumo em texto corrido ou em tópicos, como o estudante se sentir melhor. Desta maneira você pode comparar o seu resumo com o texto original e ver o que faltou, quais informações ainda precisam ser absorvidas, e o seu estudo será muito mais eficaz.

4. Reler o mesmo assunto diversas vezes

Da mesma maneira que escrevendo a mesma coisa muitas vezes o cérebro desliga, quando você lê repetidamente o mesmo texto, ele também passa a ignorar a informação e não a absorve. O ideal é ler textos diferentes, fazer pesquisas na internet e ver imagens sempre que possível, pois isso mantém o cérebro ativo e a memória ligada.

5. Perder noite de sono para estudar

É cientificamente comprovado que o sono é o responsável pela fixação das informações em nossa memória. Então, de nada adianta deixar de dormir para estudar, pois o cérebro cansado não tem a capacidade de reter novos dados, bem como a falta de sono ou um sono de baixa qualidade o impedem de firmar novas referências.  Ou seja, estudar com sono ou pular um noite para estudar é um péssimo negócio.

6. Estudar por muito tempo sem pausas

Também é cientificamente comprovado que a concentração humana tem limite de tempo. Cerca de 30 minutos após o começo do estudo, o nosso cérebro se desconcentra. Por isso é importante que o seu tempo de estudo seja planejado, e que conte com pausas previstas. É melhor evitar a perda da concentração, que se resume em perda de tempo.

7. Não testar o próprio conhecimento

Não adianta somente ler. Principalmente quando se estuda disciplinas exatas e biológicas, é fundamental resolver questões. Quanto às humanas, é importante responder questionári
os, principalmente os que contêm perguntas retóricas, pois estimulam o cérebro a buscar as informações, fixando-as. Leia, responda perguntas, pesquise, troque ideias sobre o assunto com os seus colegas. Tudo isso ajuda a melhorar o seu rendimento como estudante.